Fátima Bezerra encabeça pedido de investigação contra Sérgio Moro no CNJ

Senadora potiguar assinou documento elaborado pela bancada do PT que pede investigação contra juiz responsável pela Operação Lava-Jato devido a supostos grampos ilegais e publicidade desses grampos

A bancada do PT no Senado decidiu enviar uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Sérgio Moro, responsável por comandar as investigações da Operação Lava Jato, devido à abertura do sigilo dos grampos que captam ligações do ex-presidente Lula (PT) com a presidente Dilma Rousseff (PT). A senadora Fátima Bezerra (PT) assinou o documento.

Os grampos, segundo o juiz, eram direcionados ao ex-presidente. Denunciado por ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, o ex-presidente, que teve a prisão preventiva requerida pelo Ministério Público de São Paulo, é suspeito ainda de se beneficiar com o esquema de pagamento de propina de empreiteiras para firmar contratos com o governo.
O documento elaborado pela bancada do PT contra o juiz Sérgio Moro tem como destinatário o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que também é o presidente do CNJ.

“A fundamentação dessa reclamação disciplinar são os grampos ilegais e a publicidade desses grampos feitas pelo juiz Sérgio Moro. Essa reclamação, de caráter funcional, é competência do CNJ para tratar dos abusos das autoridades do Poder Judiciário. Não trata do mérito. Quem trata do mérito é o Supremo Tribunal Federal afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador José Pimentel (PT-CE).

O argumento central da reclamação protocolada pelos senadores está na decisão de Sérgio Moro de enviar os grampos telefônicos, em “primeira mão”, à emissora Globo News, nos quais se ouvem uma conversa privada entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os senadores que assinam o documento cobram um relato detalhado do que efetivamente aconteceu para compreender como foi possível uma ação desta natureza e para localizar os responsáveis pela “ilegalidade perpetrada”. *Fonte: Agência Brasil

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