Conselho do MP demite procurador do caso Lula que agrediu e torturou mulher

O procurador da República Douglas Kirchner, que investigava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposto de tráfico de influência envolvendo o BNDES, foi demitido nesta quarta-feira, 6, do cargo pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Kirchner é acusado de consentir e participar de castigos praticados contra a mulher, Tamires Souza Alexandre em uma igreja evangélica. A decisão foi tomada por 12 votos a 2 e, com isso, o procurador ainda tem um prazo de cinco dias para entrar com embargos e questionar pontos da decisão. Ele não pode, contudo, revertê-la.

O colegiado decidiu por unanimidade condená-lo pela prática de "incontinência pública e escandalosa" que compromete "a dignidade do Ministério Público da União (MPU)". A decisão foi tomada durante a 1ª Sessão Extraordinária de 2016.

As agressões ocorreram entre fevereiro e julho de 2014, quando o casal fazia parte de uma igreja evangélica chamada Hadar, em Porto Velho (RO), cuja sede também servia de residência para os dois.

A advogada do promotor, Janaína Paschoal, uma das signatárias do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, não foi localizada para comentar a decisão. Kirchner tem 5 dias para recorrer da decisão.

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