Cabral recebeu visita até de secretário estadual de Administração Penitenciária do RJ

Visitas irregulares de autoridades motivaram transferência do ex-governador para carceragem da Polícia Federal em Curitiba

Cabral embarca em avião da PF rumo a Curitiba (Foto:Globo News)
O ex-governador Sérgio Cabral recebeu visita até do secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir Costa Filho, no período em que ficou preso em Bangu 8. Visitas irregulares, consideradas um privilégio ao ex-governador, motivaram a transferência de Cabral para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba neste sábado.

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Costa Filho, hoje responsável por administrar os presídios do estado, foi comandante da Polícia Militar no governo Cabral. Ele foi a Bangu 8 conversar com o ex-governador na última segunda-feira. A interlocutores, disse que a conversa foi agendada por solicitação de Cabral.

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Cabral também recebeu visitas do presidente da Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), do deputado estadual Paulo Melo (PMDB), da deputada Cidinha Campos (PDT) e do deputado federal Washington Reis (PMDB).

As visitas irregulares foram comunicadas ao juiz federal Marcelo Bretas pelo promotor André Guilherme Tavares, um dos responsáveis pelo monitoramento do sistema prisional do Rio de Janeiro. Em ofício enviado ao juiz, o promotor argumenta que as visitas desrespeitaram a legislação que "limita a um único credenciamento de pessoa amiga, e ainda assim, após satisfação das formalidades listadas no artigo subsequente, que também são aplicáveis à visitação dos parentes". Em resposta à denúncia, Bretas determinou a transferência do ex-governador para a carceragem da PF em Curitiba, porque também há uma ordem de prisão preventiva contra Cabral expedida pelo juiz Sérgio Moro.

Em entrevista a ÉPOCA, Tavares argumentou que Cabral ainda consegue exercer influência sobre funcionários do governo do Rio de Janeiro. "Ele não pode ficar no berço criminoso e político dele com o grau de influência que tem, porque todos os agentes públicos lá são subordinados ao Executivo, então ficam de mãos atadas para evitar que irregularidades aconteçam. Tem que ficar preso onde seja mais um", afirmou o promotor. fonte:epoca

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