Militares recusam 13º através de empréstimo e não descartam paralisação no RN

Sem acordoEm reunião com a equipe do Executivo, as demais entidades representativas dos servidores estaduais também se posicionaram contra a proposta do empréstimo

Por: Redação

Os militares estaduais decidiram não acatar a proposta do Governo do Estado de os servidores realizarem empréstimo para obter o décimo terceiro salário. Juntamente a esta decisão, ficou firmado uma Assembleia Geral na próxima quinta-feira (15) para discutir sobre uma paralisação geral contra o atraso nos pagamentos e reivindicação do décimo. A deliberação unânime se deu após Assembleia Geral Extraordinária na tarde desta quinta-feira (8), que ocorreu no Clube dos Tiradentes, sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares do RN (ASSPMBMRN).

Em reunião com a equipe do Executivo na governadoria, após a Assembleia, as demais entidades representativas dos servidores estaduais também se posicionaram contra a proposta do empréstimo. Desta maneira, o Projeto de Lei foi descartado. A proposta era de que o servidor pediria o crédito consignado no valor do décimo e o Governo assumiria o pagamento do empréstimo, em caráter indenizatório, através de folha suplementar no contracheque. Em segunda opção, o funcionário público poderia receber a gratificação parcelada durante o ano de 2017 em valor corrigido.

Questionado se haveria risco ao servidor de ser negativado caso o Governo não honrasse com os pagamentos, o secretário de Estado do Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, confirmou que sim. “Temos sido sempre muito transparentes, e nesse caso a operação com o banco é feita pelo servidor. Se o Estado não pagar, cobra sim do servidor”, relatou o secretário.

“A proposta é inviável para nós servidores, pois se contrairmos o empréstimo e mais a frente o Governo não honrar com o pagamento, nós que seremos prejudicados”, destaca o Subtenente Eliabe Marques, presidente da ASSPMBMRN. “Estamos juntos com a categoria. O que ela decidir, nós, enquanto representantes vamos acatar e batalhar unidos. Hoje ficou decidido contra essa proposta”, realça o presidente. agorarn

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