Temer, os presidentes do Senado e da Câmara, e mais 20 políticos são denunciados na Lava Jato. Fora todos eles!

Esses corruptos querem que a gente trabalhe até morrer!

Nem bem começaram, as delações dos executivos da Odebrecht, apelidada de “delação do fim do mundo”, já mostraram seu poder de destruição e que promete não deixar pedra sobre pedra desse governo e Congresso corruptos. Num só dia vieram à tona o envolvimento do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), de ninguém menos que Michel Temer, além dos comandos do Senado e da Câmara.

Segundo o site Buzzfeed, depoimento de um ex-executivo da empreiteira relatou que Temer teria pedido R$ 10 milhões à empreiteira em 2014, que teriam sidos divididos entre Paulo Skaf, o presidente da FIESP e então candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, e o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que redistribuiria essa grana para o partido. A dinheirama teria sido entregue em espécie a José Yunes, amigo próximo a Temer e atual assessor especial da Presidência.

As denúncias partiram do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, e atestam que as negociações com Temer se deram no próprio Palácio do Jaburu (a íntegra do depoimento pode ser lida aqui).

O então executivo da Odebrecht intermediava os repasses milionários com o próprio presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht. O dinheiro era pago na forma de doação eleitoral registrada e caixa dois. O total dos repasses aos políticos teria chegado a mais de R$ 22 milhões. A contrapartida, por sua vez, viria na forma de uma série de medidas do interesse da Odebrecht no Congresso Nacional e no governo. Um verdadeiro toma-lá-dá-cá.

Mais de 20 políticos teriam sido citados na delação de Cláudio Melo, incluindo aí o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a ex-ministra do governo Dilma e maior apoiadora da ex-presidente até o último momento, a ruralista Kátia Abreu (PMDB-GO), o ex-governdor da Bahia, Jaques Wagner (PT), além de nomes já manjados, como Eduardo Cunha e Antonio Palocci.

Alckmin, o “Santo”

Nesta mesma sexta, 9, veio à tona uma denúncia contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin que, acredita-se, seja o nome verdadeiro por trás da alcunha “Santo” na lista da Odebrecht. Segundo essas novas denúncias, a empreiteira teria pago R$ 2 milhões através de caixa dois para as campanhas do tucano em 2010 e 2014. Outro tucano que aparece é o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, que teria recebido nada menos que R$ 23 milhões através de caixa dois em 2010.

Fora todos eles!

A nova rodada de delações ocorre um dia depois do enorme imbróglio envolvendo o Senado e o STF, e representa mais um revés ao combalido governo Temer. Mostra como praticamente todo o governo e o Congresso Nacional estão envolvidos em corrupção. Esse mesmo governo e Congresso que tentam agora atacar a aposentadoria dos trabalhadores e aprovar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que congela os gastos públicos por 20 anos. A crise política e a crise institucional se aprofundam cada vez mais.

Esse governo e Congresso Nacional não tem a menor legitimidade para aprovar o que seja. As denúncias devem aumentar ainda mais a indignação popular contra os políticos, desmoralizando ainda mais um presidente que sequer pode sair às ruas, e um Congresso Nacional já odiado.

Isso abre mais ainda a possibilidade de uma Greve Geral que derrote essa reforma da Previdência, a PEC do teto, e bote para fora o governo Temer e esse Congresso Nacional corruptos. As direções das centrais sindicais devem abandonar qualquer tipo de negociação com o governo, colocando-se desde já na construção dessa greve em suas bases.

Prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores A população e os trabalhadores já viram como funciona a Justiça nesse país. O STF salvou Renan Calheiros na cara dura para que ele possa encaminhar a PEC 55 e a reforma da Previdência no Congresso sem contratempos. Essa Justiça, incluindo aí a própria Lava Jato, não merecem nenhuma confiança. Sérgio Moro já demonstrou mais de uma vez sua seletividade e proximidade com o PSDB. Mas a crise se aprofundou tanto que ele não consegue mais proteger seus amigos tucanos.

Só a luta dos trabalhadores pode garantir a punição de fato de todos os corruptos e o fim dessa roubalheira. É preciso exigir a prisão de todos os corruptos e corruptores, confiscar os seus bens e expropriar as empreiteiras envolvidas em corrupção.


Ao mesmo tempo em que os executivos da Odebrecht denunciam os casos, a empresa assina um acordo de leniência. Ela paga uma multa que representa um valor irrisório de tudo o que já roubou, e continua operando normalmente. Inclusive para roubar mais, enquanto seus donos e dirigentes cumprem prisão domiciliar em suas mansões. É preciso expropriar a Odebrecht, colocando-a sob controle dos trabalhadores.

Trabalhadores devem governar PMDB, PSDB, DEM, PT, estão todos juntos, tanto na corrupção quanto nos ataques à classe trabalhadora e à população. O esforço de Jorge Viana (PT-AC) para salvar Renan mostrou como esse partido não quer de fato lutar contra Temer, ou sequer se opor à PEC 55. É preciso tirar todos eles de lá.

Nenhum deles nos representa! Os trabalhadores é quem deve governar, apoiados em suas próprias forças, através de conselhos populares organizados nas lutas, nos locais de trabalho, nos bairros e periferias. fonte:PSTU

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