Web Rádio Cidade

Tá na Cidade Tá Legal!

Temer, os presidentes do Senado e da Câmara, e mais 20 políticos são denunciados na Lava Jato. Fora todos eles!

Esses corruptos querem que a gente trabalhe até morrer!

Nem bem começaram, as delações dos executivos da Odebrecht, apelidada de “delação do fim do mundo”, já mostraram seu poder de destruição e que promete não deixar pedra sobre pedra desse governo e Congresso corruptos. Num só dia vieram à tona o envolvimento do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), de ninguém menos que Michel Temer, além dos comandos do Senado e da Câmara.

Segundo o site Buzzfeed, depoimento de um ex-executivo da empreiteira relatou que Temer teria pedido R$ 10 milhões à empreiteira em 2014, que teriam sidos divididos entre Paulo Skaf, o presidente da FIESP e então candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, e o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que redistribuiria essa grana para o partido. A dinheirama teria sido entregue em espécie a José Yunes, amigo próximo a Temer e atual assessor especial da Presidência.

As denúncias partiram do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, e atestam que as negociações com Temer se deram no próprio Palácio do Jaburu (a íntegra do depoimento pode ser lida aqui).

O então executivo da Odebrecht intermediava os repasses milionários com o próprio presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht. O dinheiro era pago na forma de doação eleitoral registrada e caixa dois. O total dos repasses aos políticos teria chegado a mais de R$ 22 milhões. A contrapartida, por sua vez, viria na forma de uma série de medidas do interesse da Odebrecht no Congresso Nacional e no governo. Um verdadeiro toma-lá-dá-cá.

Mais de 20 políticos teriam sido citados na delação de Cláudio Melo, incluindo aí o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a ex-ministra do governo Dilma e maior apoiadora da ex-presidente até o último momento, a ruralista Kátia Abreu (PMDB-GO), o ex-governdor da Bahia, Jaques Wagner (PT), além de nomes já manjados, como Eduardo Cunha e Antonio Palocci.

Alckmin, o “Santo”

Nesta mesma sexta, 9, veio à tona uma denúncia contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin que, acredita-se, seja o nome verdadeiro por trás da alcunha “Santo” na lista da Odebrecht. Segundo essas novas denúncias, a empreiteira teria pago R$ 2 milhões através de caixa dois para as campanhas do tucano em 2010 e 2014. Outro tucano que aparece é o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, que teria recebido nada menos que R$ 23 milhões através de caixa dois em 2010.

Fora todos eles!

A nova rodada de delações ocorre um dia depois do enorme imbróglio envolvendo o Senado e o STF, e representa mais um revés ao combalido governo Temer. Mostra como praticamente todo o governo e o Congresso Nacional estão envolvidos em corrupção. Esse mesmo governo e Congresso que tentam agora atacar a aposentadoria dos trabalhadores e aprovar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que congela os gastos públicos por 20 anos. A crise política e a crise institucional se aprofundam cada vez mais.

Esse governo e Congresso Nacional não tem a menor legitimidade para aprovar o que seja. As denúncias devem aumentar ainda mais a indignação popular contra os políticos, desmoralizando ainda mais um presidente que sequer pode sair às ruas, e um Congresso Nacional já odiado.

Isso abre mais ainda a possibilidade de uma Greve Geral que derrote essa reforma da Previdência, a PEC do teto, e bote para fora o governo Temer e esse Congresso Nacional corruptos. As direções das centrais sindicais devem abandonar qualquer tipo de negociação com o governo, colocando-se desde já na construção dessa greve em suas bases.

Prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores A população e os trabalhadores já viram como funciona a Justiça nesse país. O STF salvou Renan Calheiros na cara dura para que ele possa encaminhar a PEC 55 e a reforma da Previdência no Congresso sem contratempos. Essa Justiça, incluindo aí a própria Lava Jato, não merecem nenhuma confiança. Sérgio Moro já demonstrou mais de uma vez sua seletividade e proximidade com o PSDB. Mas a crise se aprofundou tanto que ele não consegue mais proteger seus amigos tucanos.

Só a luta dos trabalhadores pode garantir a punição de fato de todos os corruptos e o fim dessa roubalheira. É preciso exigir a prisão de todos os corruptos e corruptores, confiscar os seus bens e expropriar as empreiteiras envolvidas em corrupção.


Ao mesmo tempo em que os executivos da Odebrecht denunciam os casos, a empresa assina um acordo de leniência. Ela paga uma multa que representa um valor irrisório de tudo o que já roubou, e continua operando normalmente. Inclusive para roubar mais, enquanto seus donos e dirigentes cumprem prisão domiciliar em suas mansões. É preciso expropriar a Odebrecht, colocando-a sob controle dos trabalhadores.

Trabalhadores devem governar PMDB, PSDB, DEM, PT, estão todos juntos, tanto na corrupção quanto nos ataques à classe trabalhadora e à população. O esforço de Jorge Viana (PT-AC) para salvar Renan mostrou como esse partido não quer de fato lutar contra Temer, ou sequer se opor à PEC 55. É preciso tirar todos eles de lá.

Nenhum deles nos representa! Os trabalhadores é quem deve governar, apoiados em suas próprias forças, através de conselhos populares organizados nas lutas, nos locais de trabalho, nos bairros e periferias. fonte:PSTU

Cabral recebeu visita até de secretário estadual de Administração Penitenciária do RJ

Visitas irregulares de autoridades motivaram transferência do ex-governador para carceragem da Polícia Federal em Curitiba

Cabral embarca em avião da PF rumo a Curitiba (Foto:Globo News)
O ex-governador Sérgio Cabral recebeu visita até do secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir Costa Filho, no período em que ficou preso em Bangu 8. Visitas irregulares, consideradas um privilégio ao ex-governador, motivaram a transferência de Cabral para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba neste sábado.

>>Chegou a vez de Sérgio Cabral

Costa Filho, hoje responsável por administrar os presídios do estado, foi comandante da Polícia Militar no governo Cabral. Ele foi a Bangu 8 conversar com o ex-governador na última segunda-feira. A interlocutores, disse que a conversa foi agendada por solicitação de Cabral.

>> Operador pagou até cachorro-quente da festa de filho de Cabral

Cabral também recebeu visitas do presidente da Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), do deputado estadual Paulo Melo (PMDB), da deputada Cidinha Campos (PDT) e do deputado federal Washington Reis (PMDB).

As visitas irregulares foram comunicadas ao juiz federal Marcelo Bretas pelo promotor André Guilherme Tavares, um dos responsáveis pelo monitoramento do sistema prisional do Rio de Janeiro. Em ofício enviado ao juiz, o promotor argumenta que as visitas desrespeitaram a legislação que "limita a um único credenciamento de pessoa amiga, e ainda assim, após satisfação das formalidades listadas no artigo subsequente, que também são aplicáveis à visitação dos parentes". Em resposta à denúncia, Bretas determinou a transferência do ex-governador para a carceragem da PF em Curitiba, porque também há uma ordem de prisão preventiva contra Cabral expedida pelo juiz Sérgio Moro.

Em entrevista a ÉPOCA, Tavares argumentou que Cabral ainda consegue exercer influência sobre funcionários do governo do Rio de Janeiro. "Ele não pode ficar no berço criminoso e político dele com o grau de influência que tem, porque todos os agentes públicos lá são subordinados ao Executivo, então ficam de mãos atadas para evitar que irregularidades aconteçam. Tem que ficar preso onde seja mais um", afirmou o promotor. fonte:epoca

Militares recusam 13º através de empréstimo e não descartam paralisação no RN

Sem acordoEm reunião com a equipe do Executivo, as demais entidades representativas dos servidores estaduais também se posicionaram contra a proposta do empréstimo

Por: Redação

Os militares estaduais decidiram não acatar a proposta do Governo do Estado de os servidores realizarem empréstimo para obter o décimo terceiro salário. Juntamente a esta decisão, ficou firmado uma Assembleia Geral na próxima quinta-feira (15) para discutir sobre uma paralisação geral contra o atraso nos pagamentos e reivindicação do décimo. A deliberação unânime se deu após Assembleia Geral Extraordinária na tarde desta quinta-feira (8), que ocorreu no Clube dos Tiradentes, sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares do RN (ASSPMBMRN).

Em reunião com a equipe do Executivo na governadoria, após a Assembleia, as demais entidades representativas dos servidores estaduais também se posicionaram contra a proposta do empréstimo. Desta maneira, o Projeto de Lei foi descartado. A proposta era de que o servidor pediria o crédito consignado no valor do décimo e o Governo assumiria o pagamento do empréstimo, em caráter indenizatório, através de folha suplementar no contracheque. Em segunda opção, o funcionário público poderia receber a gratificação parcelada durante o ano de 2017 em valor corrigido.

Questionado se haveria risco ao servidor de ser negativado caso o Governo não honrasse com os pagamentos, o secretário de Estado do Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, confirmou que sim. “Temos sido sempre muito transparentes, e nesse caso a operação com o banco é feita pelo servidor. Se o Estado não pagar, cobra sim do servidor”, relatou o secretário.

“A proposta é inviável para nós servidores, pois se contrairmos o empréstimo e mais a frente o Governo não honrar com o pagamento, nós que seremos prejudicados”, destaca o Subtenente Eliabe Marques, presidente da ASSPMBMRN. “Estamos juntos com a categoria. O que ela decidir, nós, enquanto representantes vamos acatar e batalhar unidos. Hoje ficou decidido contra essa proposta”, realça o presidente. agorarn

DELATOR APRESENTA PROVA DA PROPINA A TEMER, O MT

Neste momento, Michel Temer deve estar pensando seriamente em sua própria renúncia. O motivo: depois da delação da Odebrecht, que se soma a sua impopularidade gigantesca e à destruição da economia brasileira, não há a menor chance de que ele consiga permanecer na presidência da República por muito tempo.

Na noite de ontem, depois da revelação de que Michel Temer pediu R$ 10 milhões à Odebrecht em pleno Palácio do Jaburu, que teriam sido entregues parcialmente, numa mala de dinheiro, a seu melhor amigo, Jorge Yunes, que é também tido no mercado como seu parceiro em empreendimentos imobiliários (saiba mais aqui), o Palácio do Planalto reagiu com a seguinte nota:
O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho. As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente.

Pois bem: a Odebrecht sustenta que os pagamentos a Temer saíram do departamento de propinas da empreiteira, eram contrapartidas por favores governamentais – ou seja, propina – e também traz, como prova, um email de Marcelo Odebrecht, o MO, a seus executivos.

Nele, Marcelo diz que só aceitou pagar "depois de muito choro" e que este seria o último pagamento ao "time de MT", Michel Temer.

Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões teriam sido destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. Os R$ 4 milhões restantes teriam sido distribuídos a Eliseu Padilha, Yunes, o amigão de Temer, e a Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba. fonte:BRASIL 247

Viu esta foto? Entenda por que a descontração entre Moro e Aécio repercutiu

A foto acima é uma das mais compartilhadas nesta quarta-feira (7) pelos internautas. Ela foi tirada ontem (6) por Diego Padgurschi, da Folhapress, durante a premiação "Brasileiros do Ano", da revista "Istoé", em São Paulo.

O que mais chamou a atenção nela foi o momento de descontração entre o juiz Sérgio Moro, símbolo maior da Lava-Jato, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), citado em delações da Odebrecht e da OAS, no âmbito da operação capitaneada pelo juiz.

Aécio também é investigado por, supostamente, ter recebido propina da estatal Furnas, segundo delação do ex-senador Delcídio Amaral. Em nota, o senador se manifestou à época considerando-as "citações mentirosas que não se sustentam na realidade e se referem apenas a 'ouvir dizer' de terceiros".

Para alguns internautas, a foto seria uma "prova" de como o juiz tende a poupar políticos do PSDB por ter afinidade ideológica com eles, especialmente Aécio.

O evento repercutiu nas redes sociais, porque escolheu, entre outros, Temer como o "Brasileiro do Ano" e Moro como "Brasileiro do Ano na Justiça". Além deles, prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), levou o prêmio na categoria Gestão e o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi a Revelação na Política.

No palco, aparecem (em sentido horário) Carlos Wizard (empresário), Flávio Rocha (empresário), Abílio Diniz (empresário), Carlos José Marques (jornalista da IstoÉ, Sérgio Moro (juiz federal, responsável pelas decisões da Operação Lava Jato em primeira instância), Aécio Neves (senador do PSDB-MG), José Serra (ministro das Relações Exteriores), Henrique Meirelles (ministro da Fazenda), Geraldo Alckmin (governador de São Paulo, PSDB) e o presidente Michel Temer (PMDB)
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Veja o que os internautas disseram:

ARTICULADOR DO GOLPE PARA ESTANCAR A SANGRIA, JUCÁ LEVOU R$ 22 MILHÕES


O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que defendeu "estancar a sangria" da Lava Jato tirando Dilma Rousseff da presidência da República, levou mais de R$ 22 milhões da Odebrecht em propina.

A denúncia foi feita pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Cláudio Melo em delação premiada. Segundo ele, Romero Jucá, que era o "Caju" nas planilhas, era o principal interlocutor da empreiteira no Senado.

Segundo reportagem do Jornal Nacional veiculada nesta sexta-feira 9, o delator contou que a empreiteira repassava recursos a Jucá em troca de apreciação e votação de medidas e projetos no Congresso de interesse da empreiteira.  fonte: brasil247

Perícia conclui que Bolsonaro alterou legenda de vídeo sobre Jean

Créditos: divulgação Perícia conclui que Bolsonaro manipulou vídeocom
 Jean Wyllys
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi desmentido pela perícia da Polícia Civil do Distrito Federal, que apontou como incorreta a legenda de um vídeo publicado nas redes sociais do parlamentar. As informações são do G1.

As imagens em questão mostravam o também deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), no episódio em que ele cuspiu no Bolsonaro, logo após ter dado seu voto no processo de impeachment da então presidente da república, Dilma Rousseff.

No vídeo, foi acrescentada uma legenda que apontava que Jean teria premeditado e planejado o cuspe, em uma conversa com o colega de partido, Chico Alencar (PSOL-RJ). O vídeo trazia a mensagem “eu vou cuspir na cara do Bolsonaro, Chico”. Além disso, a narração apontava que a gravação ocorreu antes do cuspe. A suposta intenção foi denunciada na web pelo também deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP).

A perícia, porém, apontou que o vídeo ocorreu depois e que o deputado disse “eu cuspi na cara do Bolsonaro, Chico”.

O vídeo foi apresentado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que pediu à Polícia Civil que fosse feita a leitura labial. Wyllys é alvo desde outubro de processo disciplinar que apura se houve quebra de decoro parlamentar durante o ocorrido. Por telefone, a Casa disse que o resultado da perícia foi encaminhado ao relator, Ricardo Izar (PP-SP). A próxima reunião do conselho está prevista para o dia 13.

Wyllys sempre negou ter premeditado o cuspe e afirmou que a atitude ocorreu em reação a provocações homofóbicas sofridas no momento em que ele votava. De acordo com a assessoria do deputado, foram usadas expressões como “veado”, “boiola” e outras de baixo calão.

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Trecho de laudo da perícia da Polícia Civil sobre vídeo após cuspe de Jean Wyllys (PSOL-RJ) em Jair Bolsonaro (PSC-RJ); imagens foram analisadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (Foto: Reprodução)


STF QUER VOLTAR ATRÁS E PUNIR RENAN CALHEIROS POR DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL.

O clima ficou tenso na Suprema Corte


O próximo round no STF envolvendo Renan Calheiros será a decisão se ele deve ser punido por ter ignorado a ordem da Corte de se afastar da presidência do Senado. Parte dos ministros avalia que, como foi derrubada, a liminar perdeu seu efeito. Mas há também os que defendem que é preciso puni-lo. A maioria concorda num ponto: Renan só permaneceu no comando do Senado porque a decisão de Marco Aurélio Mello era tecnicamente fraca. A avaliação de vários integrantes do Supremo foi de que Mello os colocou numa enrascada.

Um ministro que defende enterrar o assunto justifica: “O Congresso pode estar enfraquecido pelas críticas da opinião pública, mas não está morto”. Teme que o Judiciário seja retaliado com a votação de medidas indesejáveis.

Ontem, deputados já comemoraram a decisão do Supremo não por ter beneficiado Renan Calheiros, mas porque “deuses supremos” foram desmistificados.

Os ministros do STF estavam cientes da reação das ruas quando decidiram manter Renan Calheiros na presidência do Senado. “Não dava para votar só para ficar bem com as ruas.” A aposta é de que logo a situação se reverta. O STF analisará se Renan vira réu em 11 processos.  brasilverdeamarelo.com

Barraco no Senado Federal, Renan parte pra cima de Lindbergh e da “sopapo” em Gleisi Hoffmann

The News Brazil: Renan e Lindbergh batem boca; petista o acusa de ter que ‘entregar a mercadoria’. Presidente do Senado envolve Caiado na discussão por declarações favoráveis ao seu afastamento.O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), derrotou a oposição nesta quinta-feira e avançou na tramitação da PEC do teto dos gastos, incluindo na pauta para efeitos de debate e contagem de prazos a proposta que fixa limite para os gastos públicos. Na discussão, Renan e o líder da minoria, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), bateram boca.

Inconformado com a postura de Renan, que em outras ocasiões era acusado de ser condescendente com as questões apresentadas pela minoria, Lindbergh disse que Renan estava agindo assim depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável a ele.

— Vossa Excelência tem que entregar a mercadoria agora! — gritava Lindbergh.
Renan respondeu envolvendo o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO).
— A mercadoria o senhor já entregou quando fez a aliança tácita com o Caiado — rebateu Renan, que ficou irritado pelo fato de Lindbergh e Caiado terem dado declarações favoráveis ao cumprimento da decisão de Marco Aurélio de afastá-lo do cargo, quando o restante apoiou sua decisão de não assinar a notificação.
O líder do DEM reagiu de pronto.

— Não faço acordo tácitos com quem nem falo. Vossa Excelência se limite a falar de quem está falando — respondeu Caiado.
Renan, pouco antes, desabafara;
— A oposição não costuma cansar nunca.

A sessão foi convocada apenas para contar esse prazo, numa vitória do Palácio do Planalto: contagem do prazo para que a PEC seja votada, em segundo turno e de forma definitiva, no próximo dia 13.
Renan não deu trégua ao PT e ao PCdoB. O presidente do Senado primeiro negou pedido da líder do PCdoB, senador Vanessa Grazziotin (AM), e depois colocou em votação um recurso da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi rejeitado por 48 votos a 12. Assim, que o PT foi derrotado, Renan encerrou a discussão da PEC, deixando claro que era apenas para contar prazo, e passou ao próximo item da pauta.

O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), criticou a tentativa da oposição de não cumprir o acordo sobre o calendário de votações.
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— Todos sabemos que os acordos firmados entre as bancadas são essenciais para o funcionamento da Casa. Tenho por mim a prática de respeitar acordo — disse Aloysio Nunes.
Renan ainda brincou que tentou felicitar o senador Álvaro Dias (PV-PR) pelo seu aniversário, mas sem sucesso.
— O procurei bastante pela Mesa Diretora para cumprimentá-lo pelo aniversário — disse Renan.

População católica de Lajes encerra festejos a sua padroeira

A tarde desta quinta feira (08), foi de festa para os fiéis católicos de Lajes, por ocasião do encerramento dos festejos a Nossa Senhora da Conceição padroeira na cidade e aos 95 anos de paróquia. 
foto:focosertanejo
A festa encerrou-se com a procissão conduzindo a imagem da Santa pelas principais ruas da cidade e com a celebração de missa solene pelo padre Zezinho ao lado da Igreja Matriz de nossa cidade. Várias autoridades participaram do evento.
foto:focosertanejo
fonte:Resumo e foto  retirado do blog http:focosertanejo.blogspot.com.br/

CORTE DE HAIA QUER EXPLICAÇÕES DO SENADO E DO STF SOBRE O CASO RENAN CALHEIROS

Ninguém pode está acima da lei de um país

O descumprimento de ordem judicial e o descrédito em que caiu a Suprema Corte brasileira após o caso Renan Calheiros fez chegar a Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, a reclamação de que o senador feriu a legislação brasileira instaurando no país um clima de insegurança jurídica.
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Renan Calheiros não cumpriu a determinação de um ministro da mais alta Corte dando demonstração clara de que o Senado tem lado, cor, partido e dono – resumiu o ativista social Frederich Luis Lomas.

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A Corte de Haia é o tribunal internacional constituído por 15 juízes de diferentes nacionalidades dispostos para receberem demandas de todos os países sobre quaisquer questões.

O Supremo Tribunal Federal após o episódio de descumprimento de liminar por parte do senador Renan Calheiros ficou desacreditado perante a sociedade brasileira que pede através de movimentos sociais o fechamento do Congresso Nacional e a intervenção constitucional. brasilverdeamarelo.com

Delator da Odebrecht afirma que Temer pediu R$ 10 milhões à empreiteira, diz revista

O presidente Michel Temer (PMDB) pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014, segundo o site BuzzFeed e a revista Veja. A informação estaria na delação do executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, um dos 77 delatores da empreiteira na Operação Lava Jato.

A revista informou que teve acesso à íntegra dos anexos de Melo Filho, que trabalhou por 12 anos como diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. Em 82 páginas, o executivo contou como a maior empreiteira do País comprou, com propinas milionárias, integrantes da cúpula dos Poderes Executivo e Legislativo.

O relato atinge Temer, segundo a Veja. De acordo com o delator, os R$ 10 milhões foram pagos em dinheiro em espécie ao braço direito do presidente, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O dinheiro também teria sido repassado ao assessor especial do peemedebista, José Yunes, seu amigo há 50 anos. Segundo a revista, deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma Rousseff também receberam propina. A distribuição de dinheiro ilícito teria alcançado integrantes de quase todos os partidos.

O delator apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos para provar suas afirmações. Uma das mensagens mostra Odebrecht, o dono da empresa, combinando o pagamentos a políticos importantes, identificados por valores e apelidos como “Justiça”, “Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”.

Em última semana na Globo, Jô pede 'perdão' ao juiz Sergio Moro

Na madrugada desta quinta-feira (8), Jô Soares anunciou sua última semana no ar pela Globo, como ele mesmo gosta de enfatizar, e pediu “perdão” ao juiz Sergio Moro.

O apresentador começou a atração com um esclarecimento aos telespectadores. “Eu quero esclarecer uma coisa. Ontem viralizou uma notícia de que eu ia entrevistar o juiz Sergio Moro aqui no programa. O boato foi tão grande nas redes sociais que até eu acreditei. Foi só um boato. Eu convidei o juiz Sergio Moro uma vez, duas vezes, aí a pedido de todas as jornalistas da minha equipe, eu tentei. Mas ele falou: ‘eu não posso dar uma entrevista, que aí eu tenho que dar entrevista pra todo mundo’. Eu quero dar parabéns ao juiz Sergio Moro por ter resistido a esse assédio. Até peço perdão por essa minha insistência que foi muito mais do jornalista, do que do artista”.

Em outro momento, o apresentador anunciou a última semana de seu talk show. “Na próxima semana, que é também a última semana do ‘Programa do Jô’, na Globo, o dia das ‘Meninas [do Jô]’ vai ao ar na quinta-feira, porque sexta-feira vai o último programa”, disse. Normalmente o quadro “Meninas do Jô” é exibido nas quartas-feiras.

Família de 'anjo' que ajudou em resgate da Chape sofre com prejuízo em suas terras

O jovem Johan Alexis Ramírez, de 15 anos, foi um "anjo" logo após o trágico acidente aéreo do avião da Chapecoense nas cercanias de Medellín.

Morador da região de Cerro Gordo, ele ajudou os primeiros socorristas a chegarem ao local da queda, que vitimou 71 dos 76 passageiros do voo.

Johan atuou de guia pela mata fechada à noite para o salvamento.

A família do adolescente, porém, acabou sofrendo com prejuízos devido ao acidente: a terra onde era cultivada pelos Ramirez feijão, ervilha e tomate foi danificada com a retirada das cercas para a passagem dos tratores e depois com a invasão de vacas de terrenos vizinhos que destruíram as plantações.

De acordo com o site Infobae, o prejuízo da família é de 60 milhões de pesos (cerca de US$ 20 mil), o que representa o trabalho de um ano.

Johan minimizou as perdas - "A única coisa que pensamos era em salvar vidas e ajudar" -, mas há uma campanha na internet que pede auxílio do governo federal à família.

Brasil "na corda bamba": Europa cita "guerra" entre poderes

A imprensa europeia deu destaque ao Brasil numa semana em que o país assistiu a mais um capítulo da guerra entre os poderes Judiciário e Legislativo no embate sobre a saída ou não de Renan Calheiros da presidência do Senado. A votação da chamada PEC do teto dos gastos e o projeto de lei anticorrupção, que pune casos de abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público, também foram destacados

Renan Calheiros e Michel Temer
O Le Monde , num artigo de opinião escrito por três autores e intitulado Brasil: o grande salto para trás, escreve que, depois da destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, o governo do presidente Michel Temer conduz uma política que mistura conservadorismo, autoritarismo e corrupção. O periódico afirma que, enquanto os senadores votavam a chamada PEC do teto de gastos, uma manifestação de estudantes na Esplanada dos Ministérios era violentamente reprimida pela polícia militar.

Além disso, o periódico afirma que, no mesmo momento, os deputados federais aprovaram uma série de dez medidas anticorrupção "esvaziadas de sua substância" e vistas como uma maneira de se proteger dos inquéritos relacionados ao caso de corrupção na Petrobras e para contra-atacar um Judiciário "pronto a teatralizar sua ação, a ultrapassar suas prerrogativas e a abalar o equilíbrio entre os poderes".

Em matéria intitulada No pântano da corrupção, o jornal alemãoTageszeitung (TAZ) escreveu que um confronto entre Congresso e Justiça desafiou o governo brasileiro e que, com a permanência de Renan Calheiros na presidência do Senado, "o presidente Michel Temer pode respirar aliviado".

O periódico diz que, se Calheiros fosse retirado do poder, o senador petista Jorge Vianna iria se tornar presidente da casa - o que seria "um cenário dos horrores para Temer", que era vice no governo de Dilma e que, "desde meados deste ano, participou de forma bem-sucedida de intrigas para forçar a destituição da política de seu cargo de presidente".

A publicação afirma, ainda, que em meio a um aumento do desemprego e uma crise econômica sem fim, aumentam os protestos contra a mudança de rumo político de viés liberal de direita adotada por Temer. "Mas nas ruas o tema corrupção domina: dezenas de milhares protestaram no último domingo contra políticos corruptos e a diluição de uma lei anticorrupção no Congresso".

Lula é denunciado na Zelotes por tráfico de influência na compra dos caças Gripen

O ministério Público Federal (MPF) denunciou hoje (9) à Justiça o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o filho dele, Luiz Cláudio Lula da Silva, pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Zelotes, da Polícia Federal. De acordo com a acusação, Lula "integrou um esquema que vendia a promessa" de interferências no governo federal para beneficiar empresas.

Lula prestou depoimento por meio de videoconferência
De acordo com a denúncia, as investigações apuraram que Lula, seu filho, e os consultores Mauro Marcondes e Cristina Mautoni participaram de negociações irregulares no contrato de compra dos caças suecos Gripen e na prorrogação de incentivos fiscais em uma medida provosória para prorrogação de incentivos fiscais para montadoras de veículos. Segundo o MPF, Luís Cláudio recebeu R$ 2,5 milhões da empresa dos consultores.


A Operação Zelotes investigou a manipulação de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - órgão colegiado do Ministério da Fazenda, última instância administrativa dos processos fiscais. É a ele que os contribuintes recorrem para contestar multas. De acordo com as investigações, empresas de advocacia e consultorias influenciavam e corrompiam integrantes do Carf. Dessa forma, manipularam trâmite e resultado de processos e julgamentos envolvendo empresas interessadas em anular ou diminuir os valores dos autos de infrações emitidos pela Receita Federal.

"O MPF sustenta que a promessa de interferência no governo por parte do ex-presidente Lula (venda de fumaça) rendeu ao seu filho, Luiz Cláudio o recebimento de vantagens indevidas e que o valor repassado só não foi maior por causa da deflagração da Operação Zelotes, em março de 2015", sustenta a acusação.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a defesa do ex-presidente Lula, mas ainda não obteve retorno.

Segundo a denúncia, "não há dúvidas" de que o ex-presidente Lula tinha conhecimento sobre as estratégia utilizada pelos consultores e enxergava a "oportunidade de garantir o enriquecimento do filho".

Documento do Inter ao STJD define caso Victor Ramos como 'má-fé'

© Reprodução/ESPN.com.br Daniel Cravo, advogado do Inter
O advogado Daniel Cravo, representante do Internacional, afirmou na noite desta-sexta-feira que o clube colorado não agiu de má fé ao buscar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e que provará que os documentos do "Caso Victor Ramos" encaminhados ao órgão são legítimos; Foi uma resposta à CBF, que um pouco mais cedo encaminhou ao STJD uma denúncia por suposta falsificação de documentos.

"Ninguém praticou uma ação frívola aqui", disse Cravo em entrevista coletiva. "Em uma empreitada jurídica tão seria como essa, ninguém aqui vai apresentar uma demanda de subtração de pontos sem que haja fundamento para isso. Há muito fundamento. A gente sabe quando está entrando em uma aventura jurídica e quando tem fundamento."

O advogado reforçou o que já havia dito o presidente do Internacional, Vitorio Piffero, um pouco mais cedo. "Temos uma notícia de estrema gravidade que coloca em cheque o Inter. Não só a nossa reputação, mas acima da reputação essa notícia merece todo o esclarecimento pelo tamanho dela."

Cravo disse que o jurídico do Internacional vai entrar com uma defesa contra a acusação da CBF até a próxima quarta-feira. "A consequência desse posicionamento [da CBF] coloca em cheque se o Internacional tomou uma atitude de ma fé. Quero deixar claro que o Internacional defende a autenticidade dos documentos com a maior tranquilidade. Vieram de uma fonte absolutamente fidedigna. O conteúdo dos documentos não pode ser deixado de lado. São autênticos. É muito coerente com outros documentos que tem no processo."

O advogado voltou a rebater durante a entrevista as afirmações de que o clube teve má fé ao buscar uma punição ao Vitória no STJD. "O Internacional tem um bom direito para defender e jamais atuou de má-fé", disse. "A manifestação da CBF é muito sucinta, não fica claro. O Inter está tranquilo, recebeu um documento e juntou nos laudos."

Entenda o caso:

O Internacional denunciou o Vitória no Superior Tribunal de Justiça Desportiva pedindo a reabertura de investigação sobre a suposta inscrição irregular do defensor contratado por empréstimo pelo Vitória ao Monterrey-MEX nesta temporada. Os cartolas colorados pediam a retirada dos pontos do clube nos 26 jogos em que ele atuou.

No processo, eles acusavam a CBF de ter distorcido carta e induzido a Fifa em resposta a consulta e o Vitória de "dolo e má fé para burlar regulamento".

Na última quinta-feira, o procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Glauber Guadelupe, decidiu pelo arquivamento do caso, "entendendo não haver elementos suficientes para comprovação de violação as regras disciplinares nacionais".

Em clima emotivo, Chapecoense apresenta Mancini e 'começa a falar em futebol'

Nesta sexta-feira a Chapecoense deu início ao processo para "recomeçar das cinzas", como disse Ivan Tozzo, presidente em exercício do clube catarinense. A apresentação de Vágner Mancini foi o primeiro passo para a reconstrução do clube, que não se esquecerá da tragédia.

"Nosso foco principal ao longo da semana foi o atendimento às famílias. Fizemos o máximo do fundo do nosso coração, para dar o que eles mais precisavam. Foram poucas horas de sono de toda a diretoria. E pedir desculpas se não atendemos bem, mas ficamos muito abalados. Foi muito difícil para todos nós. A partir desse momento, vamos começar a falar em futebol. Não que vamos esquecer da tragédia, vamos rezar todos os dias. A partir de hoje, podem fazer perguntas sobre futebol", disse Tozzo ao abrir a apresentação, logo após um minuto de silêncio.

Além da chegada de Mancini, foram anunciados Rui Costa como diretor executivo, João Carlos Maringá como diretor de futebol, e a efetivação do ex-goleiro Nivaldo como homem forte do futebol do clube.

"Gostaria de passar minha felicidade ao ser escolhido o técnico de reconstrução de uma equipe que vinha encantando o Brasil. A mentalidade vencedora faz a diferença no futebol. Fico lisonjeado de dar continuidade ao trabalho do Caio Jr, um amigo. Queremos manter mentalidade vencedora, humana, e que a sequência da nossa equipe possa ser a melhor equipe. Vamos disposto a muito trabalho", disse o técnico Vágner Mancini.

"Mais do que uma escolha profissional e o grande desafio, o que nos une a todos é o sentimento de pertencimento a esse clube e a essa comunidade. É ela que deu a força para superar o insuperável. São essas pessoas que vão nos ajudar a reconstruir o futebol da Chape", declarou Rui Costa.

O presidente do conselho deliberativo da Chapecoense, Plínio David De Nês Filho, falou sobre a formação do nova estrutura do futebol e fez questão de explicar que "todos eles entenderam as condições da Chape para pagar seus salários e vimos o brilho nos olhos deles."

Manipulações e desrespeito à Constituição ocultam saldos positivos da Previdência

Governo deveria apresentar três orçamentos, o da Seguridade Social, Fiscal e investimentos das estatais, mas exclui o primeiro, gerando discrepâncias

O sistema de proteção social brasileiro é o mais abrangente da América Latina, mas corre o risco de uma regressão se a sociedade e o Congresso aceitarem a reforma da Previdência esboçada pelo governo do presidente interino Michel Temer.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou na segunda-feira 30 o envio ao Legislativo de uma proposta de emenda constitucional para fixar um teto de gasto para o setor, parte de uma reformulação geral provavelmente no estilo preconizado pelo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional entre as décadas de 1980 e 1990, de viés privatizante.

O encaminhamento da PEC aprofunda a desestruturação, iniciada nos anos 1990, do sistema instituído pela Constituição de 1988 e aponta para a reversão de conquistas obtidas na luta contra a ditadura. Há no País 24,5 milhões de aposentados e pensionistas, 8,6 milhões no meio rural, e dois terços recebem um salário mínimo por mês.

Segundo o governo, o principal problema das contas públicas é um déficit previdenciário crônico. Um diagnóstico longe do consenso. Consideradas todas as receitas previstas na Constituição, os saldos são positivos e suficientes para financiar todos os gastos do governo federal com previdência, saúde e assistência social, calcula a economista Denise Gentil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“O resultado do encontro do total de receitas e despesas é amplamente superavitário, incluídos os gastos administrativos com pessoal, custeio e pagamento da dívida de cada setor. O superávit foi 56,7 bilhões de reais em 2010, 78,1 bilhões em 2012, 56,4 bilhões em 2014, e 20,1 bilhões em 2015, apesar das enormes desonerações tributárias realizadas nos últimos cinco anos.”

Nas contas do governo, entretanto, houve um déficit de 85,8 bilhões de reais, em 2015, precedido por saldos negativos de 56,7 bilhões no ano anterior, 51,2 bilhões em 2013, 42,3 bilhões em 2012, 36,5 bilhões em 2011 e 44,3 bilhões em 2010.

A discrepância entre os números decorre de uma manipulação. A Constituição de 1988 determina a elaboração de três orçamentos, o Fiscal, o da Seguridade Social e o de investimentos das estatais. Na execução orçamentária, entretanto, o governo apresenta só dois orçamentos, o de Investimentos e o Fiscal e da Seguridade Social, no qual consolida todas as receitas e despesas e unifica o resultado.

“Com esse artifício, não é possível identificar a transferência de recursos do orçamento da Seguridade Social para financiar gastos do orçamento Fiscal. Para tornar o quadro ainda mais confuso, isola-se, para efeito de análise orçamentária, o resultado previdenciário do resto do orçamento da Seguridade”, analisa Denise Gentil.

O diagnóstico do economista Milko Matijascic, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, segue a mesma direção. “A Constituição é ignorada e está na hora de fazer uma prestação de contas que respeite as instituições legais”, disse em encontro de entidades de trabalhadores.

“A manobra contábil adotada pelos formuladores das políticas econômicas dos anos 1990, que não trata a seguridade como um todo e desvia parte de seus recursos para outros fins, tornou a Previdência a principal vilã, responsável pelos desajustes nas contas públicas, embora isso não faça sentido pelo prisma legal.”

A deturpação de informações é chave para incutir uma ideia depreciativa do sistema, de insolvência e de precariedade generalizada, sem correspondência na realidade, aponta Denise Gentil.

Um dos principais usos do dinheiro desviado das receitas é o pagamento de juros da dívida pública. “O problema mais importante das contas públicas não é a Previdência, mas uma conta de juros extremamente elevada”, aponta o economista Amir Khair, ex-secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo e consultor em entrevista concedida em fevereiro a esta revista.

“Em 2015, os juros foram responsáveis por 80% do déficit do setor público, mas isso não é discutido porque a mídia interditou o debate sobre a questão fiscal. Dificilmente se verá nos meios de comunicação a expressão déficit nominal, mas, em qualquer outro país, é o que mede o déficit, e consiste na soma do déficit primário e do déficit com juros.”

As visões opostas sobre as contas correspondem a interesses de classe antagônicos, conclui um trabalho do economista Eduardo Fagnani, da Unicamp. “As conquistas do movimento social das décadas de 1970 e 1980 contrariaram os interesses dos detentores da riqueza. Em grande medida, isso ocorreu porque mais de 10% do gasto público federal em relação ao PIB foram vinculados constitucionalmente à seguridade social.”

Para Fagnani, coordenador da rede Plataforma Política Social, “desde a Assembleia Nacional Constituinte aqueles setores desenvolvem ativa campanha difamatória e ideológica orientada para demonizar a Seguridade Social, em especial o seu segmento da Previdência, com gasto equivalente a 8% do PIB”.

Os constituintes de 1988 vincularam recursos do orçamento da Seguridade Social para evitar uma prática corrente na ditadura, de captura, pela área econômica, de fontes de financiamento do gasto social. Para surpresa de muitos, os governos democráticos, a partir de 1990, dilapidaram aquela conquista. 

“Com esse artifício, não é possível identificar a transferência de recursos do orçamento da Seguridade Social para financiar gastos do orçamento Fiscal. Para tornar o quadro ainda mais confuso, isola-se, para efeito de análise orçamentária, o resultado previdenciário do resto do orçamento da Seguridade”, analisa Denise Gentil.

O diagnóstico do economista Milko Matijascic, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, segue a mesma direção. “A Constituição é ignorada e está na hora de fazer uma prestação de contas que respeite as instituições legais”, disse em encontro de entidades de trabalhadores.

“A manobra contábil adotada pelos formuladores das políticas econômicas dos anos 1990, que não trata a seguridade como um todo e desvia parte de seus recursos para outros fins, tornou a Previdência a principal vilã, responsável pelos desajustes nas contas públicas, embora isso não faça sentido pelo prisma legal.”

A deturpação de informações é chave para incutir uma ideia depreciativa do sistema, de insolvência e de precariedade generalizada, sem correspondência na realidade, aponta Denise Gentil.

Um dos principais usos do dinheiro desviado das receitas é o pagamento de juros da dívida pública. “O problema mais importante das contas públicas não é a Previdência, mas uma conta de juros extremamente elevada”, aponta o economista Amir Khair, ex-secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo e consultor em entrevista concedida em fevereiro a esta revista.

“Em 2015, os juros foram responsáveis por 80% do déficit do setor público, mas isso não é discutido porque a mídia interditou o debate sobre a questão fiscal. Dificilmente se verá nos meios de comunicação a expressão déficit nominal, mas, em qualquer outro país, é o que mede o déficit, e consiste na soma do déficit primário e do déficit com juros.”

As visões opostas sobre as contas correspondem a interesses de classe antagônicos, conclui um trabalho do economista Eduardo Fagnani, da Unicamp. “As conquistas do movimento social das décadas de 1970 e 1980 contrariaram os interesses dos detentores da riqueza. Em grande medida, isso ocorreu porque mais de 10% do gasto público federal em relação ao PIB foram vinculados constitucionalmente à seguridade social.”

Para Fagnani, coordenador da rede Plataforma Política Social, “desde a Assembleia Nacional Constituinte aqueles setores desenvolvem ativa campanha difamatória e ideológica orientada para demonizar a Seguridade Social, em especial o seu segmento da Previdência, com gasto equivalente a 8% do PIB”.

Os constituintes de 1988 vincularam recursos do orçamento da Seguridade Social para evitar uma prática corrente na ditadura, de captura, pela área econômica, de fontes de financiamento do gasto social. Para surpresa de muitos, os governos democráticos, a partir de 1990, dilapidaram aquela conquista.

Os interesses em jogo raramente vêm à tona. A defesa do aumento da idade para aposentaria, apresentado como opção única diante do aumento da expectativa de vida, é um artifício para dissimular a busca pela ampliação do espaço das empresas privadas no mercado previdenciário, argumentam Deen Baker e Mark Weisbrot, do Economic Policy Institute, no livro Seguridade Social, a Crise Falsa.

“Não há dúvida quanto ao enorme interesse do sistema financeiro na privatização da Seguridade Social. Ele investe na produção de ideias necessárias para propiciar essa transição.”

Entre os recursos da Previdência desviados das finalidades originais constam as desonerações concedidas às empresas, mencionadas acima. “As renúncias de receitas decorrentes dos ‘gastos tributários’ geraram uma perda de arrecadação estimada em 986 bilhões de reais entre 2010 e 2014, sendo 136 bilhões ‘garfados’ ao orçamento da Seguridade Social somente em 2014”, calcula a economista Lena Lavinas, da UFRJ.

Além da possibilidade de tornar a Previdência superavitária com o fim dos desvios de receitas e das renúncias fiscais, é possível elevá-las de modo substancial e aumentar a abrangência da proteção social, argumentam o economista José Dari Krein e o auditor fiscal do Trabalho Vitor Araújo Filgueiras, pesquisadores do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho do Instituto de Economia da Unicamp, em estudo recente.

A formalização do trabalho assalariado sem carteira assinada acrescentaria ao orçamento anual 47 bilhões de reais, o fim da remuneração “por fora” aos trabalhadores 20 bilhões, o reembolso pelas empresas das despesas com acidentes de trabalho 8,8 bilhões, a extinção do enquadramento de acidentes de trabalho como doenças comuns 17 bilhões, e a eliminação das perdas de arrecadação por subnotificação de acidentes, 13 bilhões.

Segundo os pesquisadores, os números evidenciam que “as contribuições previdenciárias são brutalmente sonegadas pelas empresas no Brasil”.

As cifras do governo sobre o suposto déficit recorrente do sistema estão em questão e as distorções levaram o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, a definir como proposta única da entidade, “refazer todas as contas da Previdência”. Uma iniciativa necessária e urgente, diante das evidências apresentadashttp://www.cartacapital.com.br/